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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Dois links musicais ctrl+c/ctrl+v (merecidos)

Another brick in the Wall-E

"Aconteceu de novo. Repetindo o estranho fenômeno que fez algum maluco assistir ao Mágico de Oz ao som do Dark Side of the Moon do Pink Floyd (nunca viu? Não acredito!), a banda inglesa é mais uma vez vítima de uma estranha conspiração subliminar que sincroniza um de seus discos com um filme. Agora é a vez do ótimo Wall-E receber o santo do Pink Floyd e encarnar outra obra-prima do grupo, o dark, ególatra e depressivo The Wall. O maluco da vez não é o cara do vídeo acima (que, apesar da má qualidade, é uma aperitivo do que acontece durante todo o filme), e sim este usuário do YouTube, que, além de colocar o filme já sincronizado com o disco para download (esqueça o trabalho de acertar o começo de ambos!), ainda postou uma longa teoria sobre as coincidências entre as duas obras. Já vi e realmente as coisas batem - do mesmo jeito que a música no fone de ouvido se encaixa com a imagem que você vê na rua (vai dizer que isso nunca aconteceu contigo…). Mas se isso foi feito de propósito ou não… Se a Pixar quis homenagear a conexão entre o filme de 1939 e o disco de 1973 ou se isso é só um imenso… E daí? O que importa é uma frase dita por alguém que morreu antes de eu nascer e que levo como lema: “se as coincidências aparecem, é sinal que você está no rumo certo”".


PS: Eu baixei os arquivos. Parece video-clipe.

***

Tocando público.

Esse vem do blog da Discover Magazine, e eu vou tentar traduzir como posso:

Começou como um tweet, mas mereceu ser elevado à categoria de post. Bobby McFerrin (aquele do Don't worry, Be Happy) demonstra no World Science Festival o poder da escala pentatônica e o quanto ela está arraigada na cabeça das pessoas.

Confiram no vídeo abaixo.

World Science Festival 2009: Bobby McFerrin Demonstrates the Power of the Pentatonic Scale from World Science Festival on Vimeo.


quinta-feira, 23 de julho de 2009

Ground Control to Major Tom

Há quarenta anos, além do homem pisar na lua, David Bowie lançava o EP Space Oddity, a historia de um astronauta - Major Tom - enlouquecido (e não são todos os astronautas enlouquecidos?).

Para celebrar os 40 anos do lançamento desse EP, a EMI promoveu um relançamento do disco, contendo a versão original, a regravação de 1979, a versão mono e, o mais importante, disponibilizou as 8 faixas de áudio da gravação, separadas para quem quisesse remixar a música (mais tarde os devaneios de Bowie sobre o espaço o fariam criar Ziggie Stardust, personagem que ele interpretou durante boa parte dos anos 70, e título de um álbum - não a toa, David Bowie é conhecido como “Camaleão”).

Claro, como não poderia deixar de ser, o EP só está disponível na iTunes store dos EUA, e em lojas virtuais espalhadas pelo globo - da Europa à Austrália -, Brasil, nada.

Tentei COMPRAR o EP (caps no “comprar”) de qualquer forma, pesquisei todas as lojas virtuais do mundo. França, Rússia, Inglaterra, Austrália, País de Gales… Não foi nenhuma surpresa descobrir que além do IP, todas as lojas rastreiam a procedência do cartão de crédito (bons tempos em que a gente ia para fora do país e voltava co a mala cheia de discos. Acabou a alegria. Você não pode mais, em território francês comprar um mp3 numa loja francesa com um cartão brasileiro - é quebra de direito autoral). Após as tentativas frustradas, parti para a ilegalidade (que fique registrado o meu enorme esforço em pagar por um arquivo, e a impossibilidade de fazê-lo). Download concluido, comecei o remix. Será que remix ilegal também tem o seu valor?

juliano@paginatres.com.br

@djbrandao


quarta-feira, 8 de julho de 2009

Google irá lançar sistema operacional

O Google anunciou hoje em seu blog oficial que irá lançar um sistema operacional baseado no seu navegador Chrome. Previamente batizado simplesmente de Google Chrome OS (Operating System), a novidade é uma “tentativa da empresa de repensar como sistemas operacionais deveriam ser”. O novo sistema será open source, e seu código será disponibilizado até o final do ano. Inicialmente o Chrome OS será utilizado para netbooks, com lançamento previsto para o segundo semestre de 2010.

O sistema seguirá a proposta do navegador de mesmo nome: “um sistema rápido e leve, com interface mínima, e com a maioria dos aplicativos rodando a partir da web”. Com esse lançamento, o Google demonstra que não irá simplesmente adaptar o sistema operacional Android, desenvolvido para celulares, aos computadores, mas sim começar tudo do zero com o novo sistema. “Nós temos muito trabalho a fazer, e definitivamente iremos precisar da ajuda da comunidade open source”, finaliza o post no blog da empresa.
(Fonte: www.adrenaline.com.br)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Firefox 3.5 liberado para download

Com objetivo de se equiparar aos principais concorrentes - Internet Explorer 8, Google Chrome e Safari - a Mozilla introduziu uma série de mudanças no modo de tratar a privacidade do usuário de seu navegador Firefox. A nova versão 3.5 vem com recursos “Esqueça este site” e “Modo de navegação privativa”.

O recurso que permite a navegação confidencial (private navigation), já usado pelos navegadores rivais, permite ao usuário navegar na internet sem armazenar nenhum dado da sessão no computador.O recurso forget about this site, ou “esqueça este site”, é original da Mozilla e permite que o usuário, com um clique, apague todas as referências e dados armazenados no computador acerca de um determinado site encontrado em seu histórico de navegação. Posteriormente, será como se o computador nunca tivesse visitado o site.

Outras melhorias na privacidade incluem um botão para apagar os dados de navegação (cookies, arquivos temporários, downloads e histórico) somente dentro duma faixa de tempo determinada pelo usuário, variando de horas a semanas. Também foram realizadas melhorias na maneira de tratar novas funcionalidades do HTML5 como as tags e , melhoras no processamento de JavaScript e suporte a fontes fornecidas pelos sites. Clique no link para baixar.

(Fonte: www.linhadefensiva.org)

Realidade Aumentada ou Verdade Misturada

Alexandre Veras

Sempre que uma nova tecnologia é desenvolvida, ela soa como uma nova descoberta.
Para os desprevenidos pode até ser vista com desdém - "para quê serve isso?" - mas para os envolvidos e interessados no assunto, a "descoberta" abre um leque de novas opções.
A Realidade Aumentada, até ontem, era uma linha de pesquisa dentro da ciência da computação que lida com a integração do mundo real e elementos virtuais. Mas hoje, mesmo estando em uma fase inicial de desenvolvimento e sabendo pouco sobre suas aplicações, ela faz qualquer um (sendo um nerd ou não), ficar de cara.

Vários segmentos já demonstram muito interesse pela tecnologia de Realidade Aumentada.
Recentemente a CuboCC lançou uma campanha do Doritos, com a utilização da nova tecnologia. Nas embalagens dos salgadinhos, imagens aparentemente sem nenhum sentido, mas que quando mostradas para a sua webcam, dentro do site da promoção, fazem com que um personagem, com movimentos próprios, salte para fora da embalagem como se tivesse vida própria - http://tr.im/qOgh .

A Sony tem um lançamento previsto para o começo de 2010 de um pequeno bichinho virtual (macaquinho) chamado EyePet que interage com movimentos dos jogadores. As imagens são demais e mostram o tamanho da novidade - http://tr.im/qOe0.
A RA vem como uma revolução para fabricantes de jogos, sites interativos e para criadores de animações. Mas não é só isso. Como a Realidade Aumentada ainda está chegando ao mercado, você poderá encontrar muitas ideias em processo de desenvolvimento e certamente muitas novidades aparecerão.

Lembro que, até pouco tempo, quando se via alguma coisa na TV, sem precisar ser um especialista, logo se percebia o que era real e o que era virtual. E, divagando um pouco, penso: como será quando a RA conseguir se combinar com a alta qualidade e competência dos poderosos programas de animação em 3D?
Com isso, logo poderemos estar vivendo num mundo onde será difícil diferenciar o que é mesmo real. Real e virtual, verdade e mentira. Tudo misturado.

O fato é que, entendendo ou não a tecnologia, você ainda vai ouvir falar muito dela e arrisco dizer que você vai ter que se adaptar a ela em algum momento.


Alexandre Veras é diretor de arte da revista Boemia e curandeiro substituto de sistemas operacionais semidanificados.
alexandre@paginatres.com.br